quarta-feira, 24 de julho de 2013

O perigo de deixar crianças fechadas no carro, principalmente no Verão...

Atenção Pais!!!




Este vídeo é uma campanha de prevenção realizada pela Redcastle Productions, que mostra o que pode acontecer a uma criança que fique fechada num carro, nem que seja por 30 minutos.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Portal dos Psicólogos: Rui Manuel Carreteiro - O stress e o exercício físico



O stress e o exercício físico
por Rui Manuel Carreteiro (2003)


Artigo publicado na revista Fitness.

Palavras-chave: Stress, desporto, exercício físico.

Praticamente todos os dias ouvimos falar de Stress e dos seus efeitos negativos na nossa saúde e bem estar. Todos os anos, os médicos prescrevem milhões de antidepressivos, tranquilizantes e hipnóticos que resolvem apenas parte do problema. 

Mas ao contrário do que se pensa, o stress não merece uma visão tão negativa, já que sem ele, provavelmente nem nos conseguiríamos levantar ou realizar as tarefas do nosso dia-a-dia. Todo o bom desportista sabe que na realidade o stress até pode constituir uma fonte de prazer. 

O efeito real e imediato daquilo a que chamamos stress é a activação de todos os recursos disponíveis, o que se revela indispensável em toda uma variedade de circunstâncias desde situações de emergência, de avaliação ou competição. O aumento da ansiedade melhora o desempenho, mas apenas até certo ponto a partir da qual a relação inicialmente positiva passa a negativa, decrescendo o desempenho à medida que a ansiedade aumenta. 

Assim, é perfeitamente normal (e até importante) algum nível de ansiedade durante as provas desportivas, a fim de maximizar o desempenho. O problema surge quando o nível de ansiedade se revela excessivo e logo desadaptativo, prejudicando os resultados. 

Quase todos os acontecimentos são passíveis de provocar stress. Alguns são perfeitamente óbvios – como o desemprego, divórcio, doenças graves... – outros, nem por isso – actividades difíceis de conciliar, imprevistos, frustrações, etc. 

Todos sabemos que o exercício físico melhora a saúde: As estimativas indicam que a boa forma física reduz o risco de morte em 40%. O Exercício físico proporciona sensações de prazer, autocontrole e, quando praticado regularmente pode mesmo ajudar a controlar as dependências. Desta forma praticando exercício físico estamos a apostar na nossa saúde e a contribuir para a prevenção e redução dos níveis do stress

A tensão muscular é um dos sintomas mais frequentes do stress. As postura incorrectas e o estilo de vida geralmente adoptado no dia-a-dia – em que geralmente a única parte do corpo que exercitamos são os dedos, para escrever ao computador – em nada colaboram para melhorar esta situação. 

Contrariamente ao que a maioria das pessoas considera, a relaxação é muito mais do que estar deitado num bom sofá a ouvir música clássica, já que o conceito de relaxamento envolve o afrouxamento da regulação do sistema nervoso. 

Devido à íntima relação entre o corpo e a mente, tensão mental implica tensão muscular e vice-versa, pelo que a relaxação se revela particularmente importante no combate ao stress

Infelizmente, e apesar destas inúmeras vantagens a prática de exercício físico continua a apresentar uma taxa relativamente baixa na nossa sociedade. Entre as razões para este facto, vamos encontrar a alegada falta de tempo e a falta de motivação. 

Tente encontrar uma actividade desportiva que se revele particularmente atraente para si – o local de prática e o apoio dos instrutores revela-se aqui especialmente importante. Se encontrar um local aprazível e puder contar com a companhia de um amigo vai certamente descobrir algum tempo que na realidade ainda lhe restava para a prática de desporto e, é sempre bom lembrar, tempo é dinheiro, mas com a aplicação do seu tempo no desporto está a fazer um investimento altamente rentável na sua saúde. 

Procure a velha máxima da mente sã em corpo são – mens sana in corpore sano – e verá como conseguirá ter uma vida muito mais saudável e harmoniosa.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

LUSA: «Sem boa saúde mental não há recuperação económica, defendem psicólogos»

Neste artigo foca-se, sobretudo, a Psicologia Educacional por ser essa a temática da 35.ª edição da conferência da International School Psychology Association (ISPA).

Qualquer área da Psicologia (seja Educacional, Clínica, Comunitária ou Organizacional) tem particular importância nesta altura, em que, devido à confluência político-económica, o equilíbrio da sociedade e das empresas, assim como o bem-estar das famílias Portuguesas estão a ser tão afectados.

É com a preocupação de chegar ao maior número de famílias que a Bússola D'Ideias, através do Núcleo de Bem-Estar, criou pacotes de serviços mais económicos.

Contacte-nos para mais informações. 


Rua da Nau Catrineta, Lote 3.06.01.F
Parque das Nações Sul
1990-183 Lisboa
Tlf. 216 007 211
Email: nube@bussoladideias.pt



Sem boa saúde mental não há recuperação económica, defendem psicólogos

«O presidente da Associação Internacional de Psicologia Escolar, Jurg Forster, defendeu hoje a importância do papel dos psicólogos escolares e lembrou que "não há recuperação económica sem uma boa saúde mental".

"Em tempos de crise económica e de cortes orçamentais, a necessidade dos serviços de psicologia escolar é questionada por muitos políticos que ainda não perceberam que não há recuperação económica sem uma boa saúde mental", frisou o presidente da International School Psychology Association (ISPA). 

Jurg Forster falava no Porto, na cerimónia de abertura da 35.ª edição da conferência da International School Psychology Association (ISPA), dedicada ao tema da psicologia escolar e da associação entre a criatividade e as necessidades das crianças. 

O presidente da ISPA salientou como "as crianças são o futuro das nossas sociedades", pelo que desenvolver a sua criatividade é um fator chave para a educação". E aí os "psicólogos escolares podem aí ter um papel importante". 

Também o bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) defendeu hoje, na conferência, que a psicologia escolar é importante para o desenvolvimento da criatividade nas crianças que assim se tornarão adultos com melhores competências. 

"Está claro na nossa sociedade que muitas das velhas soluções já não funcionam. É crucial desenvolver formas criativas de resolver problemas, permitindo uma maior flexibilidade, recusando modelos únicos, adaptando a realidades diferentes, encontrando soluções locais e promovendo uma maior participação dos cidadãos", afirmou Telmo Marinho Batista. 

Segundo o bastonário, a estimulação da criatividade em crianças pelos psicólogos torna-se relevante por permitir uma maior "diversidade na busca de soluções". 

"As competências sociais são da maior importância durante o crescimento e definição das crianças. As competências comunicacionais, trabalho em grupo, são algumas das áreas em que a psicologia pode contribuir e são decisivas na sua participação enquanto cidadão adulto", explicou. 

O responsável defendeu que "num mundo de recursos limitados" é preciso "demonstrar que a intervenção psicológica faz sentido e é a melhor escolha".»

PÚBLICO: «Metade dos alunos melhorou aproveitamento depois de a escola garantir pequeno-almoço»


Uma medida óptima, no seguimento da medida introduzida pelo Ministro da Educação do XI Governo Constitucional de Portugal, o Professor Roberto Carneiro (a distribuição de pacotinhos de leite nas escolas). Porque, afinal, devido à crise económico-financeira, muitas famílias perderam poder de compra e viram-se atiradas para a pobreza e para a fome. E, com fome, ninguém rendimento, muito menos uma criança.

 

Metade dos alunos melhorou aproveitamento depois de a escola garantir pequeno-almoço

por Andreia Sanches


«Programa Escolar de Reforço Alimentar resulta de várias parcerias com entidades públicas e empresas. E chegou a mais de dez mil alunos. Já foram assinados mais protocolos.
Reforço alimentar permitiu melhorar comportamento e resultados dos alunos (fotografia por João Henrique)

Muitas das crianças sinalizadas como precisando que a escola lhes garantisse o pequeno-almoço melhoraram o seu desempenho a partir do momento em que a primeira refeição do dia passou a estar assegurada. De acordo com os dados apresentados nesta quinta-feira, 50% dos 10.186 alunos abrangidos pelo Programa Escolar de Reforço Alimentar (PERA) viram o seu aproveitamento melhorar.

Em 37% dos casos não houve alteração em termos de aproveitamento escolar. Em 13% das situações o desempenho não melhorou, ainda segundo o balanço feito no Ministério da Educação e Ciência, em Lisboa.

O impacto no comportamento dos alunos abrangidos pelo reforço alimentar também foi medido: 42% revelaram melhorias; em 49% dos casos não houve alteração.

Ainda assim, as taxas de aproveitamento escolar entre os alunos abrangidos pelo PERA são mais baixas do que a média — 21% chumbaram. O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, diz que isto mostra como as "dificuldades sociais" têm impacto no aproveitamento. "Mas temos que lutar contra isso", disse, e o PERA ajuda a "trabalhar nesse sentido". Os últimos dados disponíveis no site do ministério mostram que em 2009/2010 a média nacional de retenção e desistência variou entre 7,6%, no ensino básico, e 18,9%, no secundário.

O projecto PERA foi criado em Setembro, na dependência directa do secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, para responder à "excepcionalidade do momento" que, nas suas palavras, o país atravessava. Havia mais crianças que estavam a ir para as aulas sem tomar o pequeno-almoço, relatavam as escolas.

Com uma duração prevista de dois anos lectivos, o objectivo essencial do PERA é "conciliar a educação alimentar com a necessidade de suprir carências alimentares detectadas em alunos" de escolas públicas.

Quase 400 escolas abrangidas
Neste que foi o primeiro ano de aplicação, o PERA chegou a 387 agrupamentos e escolas não agrupadas de todo o país. E abrange actualmente mais de 10 mil crianças e jovens de diferentes níveis de ensino não superior. Mas "muitos outros já passaram pelo PERA, tendo entretanto as suas famílias sido sinalizadas para o Instituto da Segurança Social, que as referenciaram para que pudessem receber apoio de instituições de solidariedade social e/ou os apoios sociais aos quais têm direito e para que o pequeno-almoço passasse a ser tomado em casa", segundo o comunicado do ministério.


"O Ministério da Solidariedade e Segurança Social apoiou o programa também através da utilização das cantinas sociais pelos alunos durante os períodos de interrupção da actividade lectiva."

Na base do PERA estão parcerias várias entre o Ministério da Educação e empresas de comercialização e produção de géneros alimentares, bancos alimentares contra a fome e instituições particulares de solidariedade social. O PERA não tem custos para o ministério.

Um outro protocolo assinado com a Associação Nacional de Municípios Portugueses permitiu garantir o transporte dos produtos para as escolas. E estas últimas, por sua vez, fizeram parcerias com as redes locais de acção social.

No final da apresentação do balanço, foram assinados protocolos com dez empresas do ramo alimentar (Jumbo, Sumol+Compal, Danone, Jerónimo Martins, Lactogal, Nestlé, Sonae, Dia, Lidl e E.Leclerc), uma empresa de transportes (Luis Simões, SA), empresas de outros ramos que quiseram apoiar o projecto através do pagamento de pequenos-almoços servidos nas escolas (Grupo Portucel Soporcel, Colomer Portugal e BP) e o Lions Club.

Nuno Crato agradeceu a colaboração dos que têm apoiado com alimentos e vão continuar, sobretudo numa altura "em que muitas empresas portuguesas não estão a viver os seus dias mais felizes".»

quinta-feira, 18 de julho de 2013

JORNAL DE NOTÍCIAS: «Instabilidade na escola pública gera más notas»


Jornal de Notícias

Instabilidade na escola pública gera más notas

por Leonor Paiva Watson
Instabilidade na escola pública gera más notas

«A instabilidade vivida nas escolas, o elevado número de alunos por turma e os próprios critérios de correção dos exames nacionais são as razões apontadas por especialistas para o descalabro das notas.
Ou são negativas ou são positivas baixinhas. As notas dos exames nacionais, seja qual for o ano ou a disciplina, dão o que pensar (ver a tabela ao lado). As causas - apontam aqueles que estão no terreno com os alunos - são pontuais e estruturais.
Jorge Ascenção, da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), diz que, para começar, "os critérios de correção das provas são apertados e que muitas vezes se invalidam respostas que estão certas por causa de pormenores". 

Concretamente, "houve um exame em que se perguntava o modo e o tempo de um determinado verbo. Todos os alunos que responderam que estava no presente do indicativo estavam certos mas viram as suas respostas serem cortadas, porque deveriam ter escrito que o verbo estava no indicativo e no presente, ou seja, ao contrário", exemplificou. Para o presidente da Confap, "isto é ridículo e não serve para avaliar conhecimentos. Não serve, aliás, para nada".

Adalmiro Fonseca, presidente da Associação Nacional de Diretores dos Agrupamentos das Escolas Públicas (ANDAEP), corrobora esta versão e conta que "os professores estão devastados, porque são obrigados a invalidar respostas certas". Aquele responsável avisa que "é preciso bom senso".

Falta de estabilidade
As associações avançam ainda com outras razões, como, por exemplo, a falta de estabilidade vivida nas escolas. Jaime Carvalho e Silva, da Associação de Professores de Matemática (APM), afirma que, "neste momento, os professores ainda não têm os manuais de acordo com os novos programas (para o básico), sendo que não podem preparar as suas aulas".

"Isto para não falar do facto de haver muitos docentes que a esta altura nem sequer sabem para onde vão lecionar e que anos vão lecionar". Para Jaime Carvalho e Silva, "é preciso investir-se na medida do que se exige".

Já Edviges Antunes, presidente dos Professores de Português (APP), aproveita a oportunidade para alertar para "o elevado número de alunos por turma" e esclarecer que "é incomportável para um professor ter 30 alunos numa sala, porque não vai dar a atenção que deveria a cada um". A líder da APP refere ainda o dilema em que vivem os professores que "ora cumprem o programa, ora cumprem as metas".

Paulo Guinote, autor do blogue "A Educação do meu umbigo", recorda também que "todos os anos há alterações, seja de programas, de metas, ou de aspetos da elaboração dos exames". Defende o docente que "tudo isto gera instabilidade para os docentes e para os alunos".»