«A instabilidade
vivida nas escolas, o elevado número de alunos por turma e os próprios
critérios de correção dos exames nacionais são as razões apontadas por
especialistas para o descalabro das notas.
Ou são negativas
ou são positivas baixinhas. As notas dos exames nacionais, seja qual for
o ano ou a disciplina, dão o que pensar (ver a tabela ao lado). As
causas - apontam aqueles que estão no terreno com os alunos - são
pontuais e estruturais.
Jorge Ascenção, da Confederação Nacional
das Associações de Pais (Confap), diz que, para começar, "os critérios
de correção das provas são apertados e que muitas vezes se invalidam
respostas que estão certas por causa de pormenores".
Concretamente,
"houve um exame em que se perguntava o modo e o tempo de um determinado
verbo. Todos os alunos que responderam que estava no presente do
indicativo estavam certos mas viram as suas respostas serem cortadas,
porque deveriam ter escrito que o verbo estava no indicativo e no
presente, ou seja, ao contrário", exemplificou. Para o presidente da
Confap, "isto é ridículo e não serve para avaliar conhecimentos. Não
serve, aliás, para nada".
Adalmiro Fonseca, presidente da
Associação Nacional de Diretores dos Agrupamentos das Escolas Públicas
(ANDAEP), corrobora esta versão e conta que "os professores estão
devastados, porque são obrigados a invalidar respostas certas". Aquele
responsável avisa que "é preciso bom senso".
Falta de estabilidade As
associações avançam ainda com outras razões, como, por exemplo, a falta
de estabilidade vivida nas escolas. Jaime Carvalho e Silva, da
Associação de Professores de Matemática (APM), afirma que, "neste
momento, os professores ainda não têm os manuais de acordo com os novos
programas (para o básico), sendo que não podem preparar as suas aulas".
"Isto
para não falar do facto de haver muitos docentes que a esta altura nem
sequer sabem para onde vão lecionar e que anos vão lecionar". Para Jaime
Carvalho e Silva, "é preciso investir-se na medida do que se exige".
Já
Edviges Antunes, presidente dos Professores de Português (APP),
aproveita a oportunidade para alertar para "o elevado número de alunos
por turma" e esclarecer que "é incomportável para um professor ter 30
alunos numa sala, porque não vai dar a atenção que deveria a cada um". A
líder da APP refere ainda o dilema em que vivem os professores que "ora
cumprem o programa, ora cumprem as metas".
Paulo Guinote, autor
do blogue "A Educação do meu umbigo", recorda também que "todos os anos
há alterações, seja de programas, de metas, ou de aspetos da elaboração
dos exames". Defende o docente que "tudo isto gera instabilidade para os
docentes e para os alunos".»
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A meu ver, é
mais grave o facto de esta senhora agredir as crianças e não promover o
seu bem-estar geral, do que o facto de ser uma creche ilegal.
A violência nunca é algo de positivo. Muito menos quando é contra crianças, pela sua particular vulnerabilidade. Que consequências poderão advir, para estas crianças, deste tipo de vivências?
«Caso tornado público há dois anos pela SIC segue agora para julgamento.
No apartamento eram acolhidas 17 crianças sem condições para tal (Enric Vives-Rubi) O Ministério Público acusou de maus tratos contra
crianças uma mulher que explorava uma creche ilegal na Av. Miguel
Bombarda, em Lisboa, um caso tornado público há dois anos e que ganhou
forte impacto mediático devido às imagens exibidas na altura numa
reportagem emitida pela SIC.
À arguida, em que cujo
apartamento era acolhidos 17 menores sem que fossem respeitadas as
regras de segurança e higiene próprias de uma creche, é imputada a
prática de dois crimes de maus tratos contra crianças. Logo que o caso
foi conhecido, o apartamento foi mandado encerrar pelos serviços da
Segurança Social.
O artigo 152.º do Código Penal estabelece que
quem infligir maus tratos físicos ou psíquicos contra menores pode ser
punido com pena de prisão entre dois e cinco anos. Este limite sobe até
aos oito anos de prisão nos casos de ofensa à integridade física grave.
Segundo
uma nota divulgada nesta sexta-feira na página de Internet da
Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, em duas situações distintas,
ocorridas em Maio e Junho de 2011, a arguida “agrediu uma das crianças
que acolhia, com dois anos de idade, com várias bofetadas no rosto e
puxou-lhe um braço”. Noutra ocasião, acrescenta a mesma nota, “desferiu
várias palmadas nas pernas e carolos na cabeça com o punho fechado numa
outra criança à sua guarda”, também com dois anos de idade.
“A
arguida aproveitou-se da ausência dos pais” e “agrediu as crianças com
indiferença pela sua especial vulnerabilidade, causando-lhes sofrimento
físico e psíquico”, concluiu o Ministério Público na investigação agora
finalizada.
Por provar ficaram as suspeitas de que a mulher
administrava aos menores “substâncias indutoras de apatia”, tendo o
Ministério Público arquivado esta parte dos autos.»
«A Psicoterapeuta infantil Asha Phillips diz que a incapacidade dos pais
modernos de contrariarem os filhos está a criar uma geração de tiranos.
No seu livro "Um Bom Pai Diz Não" explica como impor-lhes limites. Desde
o berço.
A Maria tem três anos e adora a palavra
"não". Gosta de dizê-la - com dedinho indicador a abanar e cabeça a
acompanhar o compasso - em relação à sesta da tarde, à arrumação dos
brinquedos, à hora de ir dormir, à escuridão do quarto, aos sapatos que
não são ténis, à roupa que não tem a "Hello Kitty", à comida que não é
massa, ao brinquedo que não seja plasticina, ao canal de televisão que
não seja o Panda, ao DVD que não tenha o Ruca, à rua onde não exista um
parque. A resposta pronta e negativa só muda para sim, se a mãe disser
não. Porque na boca da mamã a palavra perde a graça, limita-lhe as
vontades ilimitadas, traça fronteiras entre o possível que ela não quer e
o impossível que deseja, gere-lhe o comportamento infantil. "Impor
barreiras dói, negar algo custa, mas é uma forma de amar. É uma prenda
que se dá aos filhos e que lhes assegura uma entrada firme no mundo
real", explicou ao Expresso a psicoterapeuta infantil Asha Phillips,
autora de "Um Bom Pai Diz Não", um livro best-seller mundial lançado agora em Portugal.
Confessa a mãe da Maria que dizer não nem é uma tarefa
hercúlea, o pior mesmo é mantê-lo. Porque a seguir às três letrinhas vem
logo a tristeza chantageante da petiz, ou a insistência repetida à
exaustão que leva ao limite a paciência de qualquer adulto, ou a
vergonha que sobe vermelha ao rosto materno quando a birra se esparrama
no chão do supermercado. "Os pais modernos têm muita dificuldade em
dizer não aos filhos e essa permissividade tem consequências terríveis.
Estão a criar pequenos tiranos, que não sabem reagir a adversidades
porque nunca foram contrariados. Ou então criam crianças medricas,
absolutamente dependentes, que não sabem fazer nada sozinhas."
Já a imaginar a Maria no seu pedestal de ditadora, ou
com 40 anos e grudada que nem lapa à casa dos pais, a mãe vai procurar
socorro e soluções no livro de Asha. O título é duplamente apelativo
(ainda que faça torcer o nariz quanto à tirada lógica de que é mau pai
aquele que diz sim). Não há pai que não deseje ser perfeito e ponho as
duas mãozinhas no lume se algum tem certezas absolutas sobre os limites
que deve impor aos filhos para atingir essa plenitude parental. Pode
dormir de luz acesa? E na cama dos pais? Quantas horas de televisão?
Pode escolher o que vai comer? E o que vai vestir? O que fazer perante
uma birra? Quando se pode dizer sim? E quando se deve começar a dizer
não? E quando é tarde de mais para começar a traçar limites?
A psicoterapeuta britânica conhece cada uma das dúvidas
de cor, ri-se sempre quando se sente como o manual de instruções onde
os pais querem encontrar soluções concretas. "Não há uma resposta única
nem o meu livro é de receitas", diz com um sorriso aberto. Mas
reconhece-se nestas dúvidas. Ela também é mãe, de duas raparigas agora
já adultas, e foi a sua enorme dificuldade em contrariá-las que a levou a
procurar literatura de ajuda. Como não encontrou, escreveu ela o livro -
a primeira edição é de 1999 -, dividido por conselhos para bebés,
crianças dos dois aos cinco anos, os anos da escola primária e os
adolescentes.
"Os limites devem começar a ser colocados quando ainda
andam ao colo. É geralmente nessa altura que dizemos pela primeira vez
sim quando devíamos ter dito não". Para Asha, os erros cometidos pelos
pais nesta fase prendem-se com a ansiedade de tudo quererem fazer e
sempre bem. Ao mínimo ruído do bebé, a mãe entra no quarto. Mal abre os
olhos pega-lhe. Mal ouve um choro dá-lhe de comer. A chucha cai e a mãe
apanha. O bebé quer colo e a mãe dá. "Os pais querem o seu bebé sempre a
sorrir, fazem-lhe todas as vontades, dizem que sim a tudo e ele
consegue tudo sem esforço. Nem lhe dão a possibilidade de descobrir o
que consegue fazer sozinho".
O medo dos pais de errar é grande, mas em vez de
transmitirem segurança asfixiam o desenvolvimento da sua independência e
criam crianças infelizes e inadaptadas. "Às vezes acertamos, outra não.
É normal. Não existem pais ou mães perfeitos, não se espera que
acertemos sempre. Aliás, o encaixe perfeito - uma mãe que poupa o filho a
todo e qualquer tipo de irritação - não é benéfico. A recuperação de um
desencontro promove o desenvolvimento, e é certo que serão sempre mais
as vezes em que as necessidades do bebé são satisfeitas do que o
inverso."
Dizer não a um bebé é não ir a correr para o quarto
quando ele choraminga, é deixá-lo encontrar a chucha sozinho, é permitir
que ele descubra uma fonte de conforto alternativa à mãe ou ao pai (o
polegar, por exemplo). Dizer não é não deixar a luz do quarto acesa ou
não mergulhar a casa num silêncio sepulcral, para que o bebé cresça no
mundo real. "Nesta fase, o estabelecimento de limites surge não tanto
como uma restrição mas mais como uma porta aberta à criatividade".
No segundo capítulo do manual, Asha Phillips fala das
crianças dos dois aos cinco anos, que vivem tudo com paixão e emoções
extremadas. "É o período mais desafiante. Acham que podem fazer tudo.
Conseguem andar, falar e odeiam ser tratados como bebés", explica a
psicoterapeuta. A mãe de Maria parece que está a ler uma descrição da
filha "Eu já sou grande" (dita em bicos de pés). "Eu faço", "Eu consigo"
são as frases mais repetidas pela menina de três anos. "Por um lado
isso é maravilhoso e deve ser encorajado, mas os pais também têm de lhes
lembrar que não podem fazer tudo, de uma forma que não esmague o seu
empreendorismo, a sua paixão pela descoberta", explica Asha. Os
principais limites devem ser impostos por estes anos. Com firmeza e
consistência. De nada vale uma nega pouco convicta; a criança reverte-a
em três tempos. E um sim excepcional nunca mais voltará a ser aceite
como não.
Na vida normal de uma casa onde existe uma criança
pequena, impulsiva, activa, exigente, curiosa, o não pode muito bem
passar a ser a palavra mais usada - na casa da Maria é, garantidamente.
Mas o adulto que a diz tem de acreditar que está a fazer o que está
certo. "Se as respostas ao seu comportamento forem consistentes, a
criança adquire uma boa ideia do que é permitido e do que é proibido, do
que é seguro e perigoso."
Quando a criança rejeita relutantemente o não, Asha
Phillips recomenda o recurso ao castigo ou mesmo uma "leve palmada
ocasional" para deter uma escalada de conflito. "Não é o castigo em si
que importa, mas aquilo que o seu comportamento transmite. Não é preciso
uma marreta para partir uma noz". O excesso de autoridade tem, em
geral, o efeito oposto ao desejado. O mesmo é verdade em relação a
perder a calma, humilhar a criança e entrar numa batalha de vontades.
"Mas se alguma vez um pai perder a cabeça e disser ou fizer algo de que
se arrepende, não é o fim do mundo. Isso pode ajudar a criança a
perceber que o pai ou a mãe também são humanos." A mãe, humana, de Maria
suspira de alívio. Asha Phillips absolveu-a.
Mais importante do que dizer não, é mantê-lo
Asha Phillips explicou ao Expresso como a sociedade
actual, de mães trabalhadoras, sem nenhum tempo e com muito sentimento
de culpa, e o aumento das famílias monoparentais, estão a estimular a
permissividade parental.
Porque é tão difícil dizer não?
Ao negarmos algo, ao contrariarmos uma vontade, somos impopulares e
geramos conflitos. E fugimos disso. É uma herança do pós-guerra. As
pessoas passaram a achar que tudo o que era rígido era fascista. Nós, os
pais que viveram o flower power, tornámo-nos tão contra tudo
isso que começámos a fazer o oposto. O legado negativo dos anos 60 foi
deseducar. Essa geração educou outra que cresceu desamparada, com
demasiada liberdade.
A estrutura actual de família, com pai e mãe a trabalhar, ou mesmo monoparental, não facilita a tarefa. Há uma enorme culpa, por parte das mães que trabalham, e que sentem
que não se dedicam a tempo inteiro aos filhos. O facto de terem de os
deixar faz com que pensem não estar a cumprir bem o seu papel. E como a
maioria das mulheres ainda tem a exclusividade das tarefas domésticas
mal chega a casa...
E diz-se sim para compensar os filhos e para amainar a culpa...
Não queremos discussões porque tivemos saudades deles o dia todo,
queremos que nos achem amorosas. E por isso não dizemos "Chega de
televisão" ou "Está na hora de ir para a cama".
Quando é que é demasiado tarde para se começar a ditar limites?
Nunca. Só que quanto mais tarde mais difícil. O ideal é começar quando
os filhos são bebés. Chegar à idade escolar sem regras, por exemplo,
pode ser muito complicado. A forma como os miúdos reagem ao "não" tem um
enorme impacto na sua capacidade de se adaptarem, fazerem amigos e
aprenderem na escola. Tentar impor regras a um adolescente que nunca as
teve é quase uma impossibilidade.
Há erros práticos que se devem evitar? O maior é os pais quererem ser perfeitos. Por exemplo, com os bebés:
custa-lhes ouvi-los chorar e por isso correm até eles ao mínimo ruído.
Mas várias investigações recentes deixam-me descansada como mãe:
concluíram que é bom não acertar sempre, que o ajuste perfeito não é
benéfico. O que é bom para o desenvolvimento é existirem acertos, erros e
reparos. E isso é que é a vida real.
Todos os pais querem ser perfeitos.
Mas isso é o que interessa aos pais. Não o que interessa ao filho.
Os filhos podem tomar decisões?
Claro que deixá-los decidir, de vez em quando, dá-lhes independência,
iniciativa, criatividade. É maravilhoso ver o seu entusiasmo e energia.
Mas não é benéfico dar-lhes demasiada escolha, porque depois torna-se
uma responsabilidade deles e isso é de mais quando se é criança.
Podem, por exemplo, opinar sobre o que vão comer?
Ui. Não sei como é em Portugal, mas em Inglaterra a hora da refeição
tornou-se terrível. Imagine-se que se tem três crianças, e uma quer
comer massa, outra carne e a outra é vegetariana, e a mãe cozinha três
refeições diferentes. Isso é de loucos. Deve-se dizer: "Esta é a
refeição hoje, eu sou tua mãe e sei o que é bom para ti e por isso é
isto que vamos comer." Se não quer, paciência. Porque se a nossa criança
quer massa todos os dias e nós satisfazemos esse capricho, então quando
vamos comer a casa de amigos ou na escola eles não vão querer comer
porque não é massa. E aí a mãe tem um grande problema. É tudo uma
questão de flexibilidade e de os pais fazerem o seu filho sentir que ele
se consegue adaptar às coisas do mundo e que não é sempre o mundo que
se adapta a ele.
E dormir na cama dos pais, é proibido?
Não há um não ou um sim claro. Se a criança dorme bem, se os pais dormem
bem não há problema. Mas se isso é feito mais pelos pais do que pelas
crianças, se é o pai que precisa de conforto, então está errado.
E o que fazer durante as birras no supermercado, com as crianças que esperneiam no chão?
Mais uma vez, não há uma regra mágica. Se acha que já está há demasiado tempo no shopping
e que a criança está cansada, então a culpa é dos pais e é altura de ir
para casa. Se, por outro lado, passam o tempo todo "eu quero, eu
quero", é muito importante não ceder. E se a criança se atira para o
chão, que isso não afecte os pais porque é quando nos preocupamos com o
que os outros comentam que se tomam decisões erradas. Podemos deixá-la
espernear por 5 ou 10 minutos, esperar que acabe e continuar o que se
estava a fazer. Regras dão-lhes estrutura, um objectivo e, depois, o
sentimento de vitória quando o alcançarem.
Mas como podem os pais saber quando devem dizer sim ou dizer não?
É muito difícil. O livro não encerra nenhuma fórmula secreta, porque ela
simplesmente não existe. É importante não dizer sempre não, porque
seria ridículo, temos que escolher os nossos 'nãos' com muito cuidado,
os verdadeiramente importantes. E quando os escolhemos temos que os
segurar, não ceder. O que realmente não é bom para as crianças é dizer
não, não, não e depois dizer sim. Porque assim nunca saberão quais são
os limites. E uma criança usará os nossos argumentos, a nossa linguagem,
e vai lembrar-se sempre daquela vez em que dissemos sim - "Se naquele
dia deixaste porque não deixas hoje?" São muito lógicos e encostam-nos a
um canto com os seus argumentos.
Há alguma altura do dia mais propícia para a transmissão dessas regras? Se está a tentar impor limites comece nas alturas fáceis do dia -
nunca de manhã quando se corre para a escola e para o emprego.
Asha Phillips, psicoterapeuta infantil, 55 anos,
escreveu a primeira versão do livro em 1999. Um caso perdido na arte de
dizer não às duas filhas, procurou livros que a ajudassem. Como não
encontrou, escreveu ela a obra, com base nos casos que tratou na
Tavistock Clinic. "Acredite se quiser: ainda hoje o consulto". Viveu os
anos 60 em paris - encontra aí a fonte da sua permissividade - e parte
da vida na índia.
Actualmente, exerce a nível particular, atendendo
crianças, famílias e casais, em Londres. Na semana passada esteve em
Lisboa para apresentar a versão portuguesa de "Saying No". A tradução
"Um Bom Pai Diz Não" (Editora Lua de Papel) não a satisfaz plenamente -
"encerra um certo juízo de valor" -, mas adora o acrescento no canto
inferior direito da capa: "impor limites é uma forma de amar".
Texto publicado na edição do Expresso de 25 de Julho de 2009»