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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

PÚBLICO: «Absentismo e abandono escolar já são a segunda maior ameaça a menores»



É legítimo ponderar a crise económica como origem destes dados.

Mas será só isso? 
Estará a culpa, realmente, como diz a legenda escolhida pelo Público, no alargamento da escolaridade obrigatória?

Para quando um estudo sobre os porquês? Para quando um estudo sobre como alterar esta realidade?



Público
Absentismo e abandono escolar já são a segunda maior ameaça a menores
Por Natália Faria



O alargamento da escolaridade para o 12.º ano fez aumentar os casos de absentismo e insucesso escolar Paulo Pimenta

«Relatório sobre a actividade das comissões de protecção de crianças e jovens em risco regista "aumento muito significativo" de situações que comprometem direito à educação e que já são 22,2% do total de casos.
A exposição a comportamentos que comprometem o bem-estar da criança, sobretudo a situações de violência doméstica, continua a ocupar o primeiro lugar das problemáticas identificadas pelas comissões de protecção de crianças e jovens. Mas, no primeiro semestre de 2013, o que mais aumentou foram as ameaças ao direito dos menores à educação. Houve 3147 novos casos sinalizados junto daquelas comissões.
A tendência para o aumento destes casos já vem de 2012 e, segundo o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJR), Armando Leandro, a explicação mantém-se: "O alargamento da escolaridade para o 12.º ano fez aumentar os casos de absentismo, abandono ou insucesso escolar". Não surpreende, assim, que sejam as escolas quem mais comunica situações de perigo às comissões (seguem-se a polícia e os pais ou cuidadores).
Em números, as escolas sinalizaram 5480 casos às comissões no primeiro semestre de 2013, ou seja, 31,6% do total de novos casos. No mesmo período de 2012, as escolas tinham sido responsáveis pela denúncia de 4533 casos.
Segundo o relatório da actividade das comissões de protecção de crianças e jovens relativo aos primeiros seis meses deste ano, aquelas acompanharam 53.494 processos. Mais 1328 do que nos primeiros seis meses de 2012. Daqueles, 35.087 processos tinham transitado de 2012. No total, foram instaurados 14.930 novos processos. Mais 418 casos do que no período homólogo anterior.
A exposição a comportamentos desviantes destaca-se por ocupar o primeiro lugar das problemáticas identificadas. A tendência foi inaugurada em 2012. Mas, apesar de terem sido sinalizados 3598 novos casos, e de estes pesarem 25,4% no total das situações de perigo identificadas, houve uma diminuição. É que no primeiro semestre de 2012 tinham sido já sinalizados 3608 casos relacionados, sobretudo, com a exposição a cenas de violência doméstica.
Nos primeiros seis meses de 2012, as comissões tinham já identificado 2505 novas situações de absentismo, abandono ou insucesso escolar. Estas eram já a terceira problemática mais sinalizada. Nos primeiros seis meses deste ano, o número de novos casos aumentou para os referidos 3147, o que fez com que passassem a constituir a segunda situação de perigo mais sinalizada às comissões.
O que aumentou também foram as situações em que a criança se coloca a ela própria em perigo. Houve 1834 novos casos nos primeiros seis meses deste ano, ou seja, 13% do total (1547 nos primeiros seis meses de 2012). Os consumos abusivos de álcool ou drogas contribuem grandemente para esta categoria, segundo Armando Leandro, que refere ainda "casos de indisciplina grave".
Em sentido contrário, diminuíram as situações de negligência (2932 novos casos, comparativamente com os 3681 de 2012) e de abuso sexual, abandono e mendicidade. Em igual rota descendente, as comissões registaram 782 novos casos de maus tratos físicos. No período homólogo de 2012, tinha havido 874 novos casos. Quanto aos maus tratos psicológicos, desceu-se de 549 novos casos no primeiro semestre de 2012 para 398 novos casos entre Janeiro e Junho de 2013.
Quanto aos casos de exploração de trabalho infantil, continuam residuais. Houve sete novos casos nos primeiros seis meses deste ano. Tinham sido seis, no primeiro semestre de 2012.
Ao longo de seis meses em que continuaram a agravar-se todos os indicadores sociais - da taxa de desemprego à diminuição dos apoios sociais -, o presidente da CNPCJR continua "sem dados objectivos" que permitam medir o impacto da crise na situação dos menores. "Temos que ter em atenção que nem todos os casos chegam às comissões de protecção. Muitos dos casos são resolvidos nos serviços de primeira linha", justifica.
Também no primeiro semestre de 2013, foram aplicadas 21.943 medidas de promoção e protecção. A maior parte (88,5%) correspondeu a medidas em meio natural de vida, ou seja, os menores mantiveram-se no seio da família. As medidas de institucionalização aplicaram-se a apenas 2533 casos, daquele universo de quase 22 mil.»

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

NuBE: GPS Emprego

Por acreditarmos que devemos apoiar a Comunidade, criámos, no âmbito do NuBE - Núcleo de Bem-Estar, dentro da área da Psicologia, o espaço GPS Emprego.

Nessa óptica, começaremos por divulgar ofertas de emprego.
Brevemente, teremos mais iniciativas.







EXPRESSO XL: «Adolescência dura até aos 25 anos»

A ideia poderá causar estranheza. Mas estará assim tão longe da realidade, tendo em conta que a moratória psicossocial (conceito desenvolvido por Erik Homburger Erikson e que se refere ao compasso de espera de entrada na vida adulta) tem vindo a estender-se muito além dos 18 anos?



Depois dos 18 anos os jovens ainda precisam de ajuda

EXPRESSO XL
Adolescência dura até aos 25 anos
Por 
Carolina Reis

«Aos psicólogos infantis ingleses estão a ser dadas indicações para continuar a acompanhar os jovens além dos 18 anos.

A ideia de que a adolescência termina aos 18 anos e os jovens se transformam em adultos está a começar a ser posta em causa. Psicólogos ingleses defendem que dura até aos 25 anos, segundo a BBC.
"A ideia de que, de repente, aos 18 se é um adulto não corresponde à realidade", diz a psicóloga infantil Laverne Antrobus à estação de televisão britânica. A terapeuta da Tavistock Clinic, em Londres, defende que depois da maioridade os jovens ainda necessitam de "apoio considerável".
Aos psicólogos infantis ingleses estão a ser dadas diretivas para que comecem a trabalhar com a faixa dos 0-25, em vez dos 0-18. De acordo com a estação de televisão britânica, o objetivo é que os jovens não fiquem desamparados nos sistemas de educação e de saúde.
"Estamos a ficar mais conscientes e a valorizar o desenvolvimento para além dos 18 anos, o que é uma boa iniciativa", conclui Laverne Antrobus.
A psicóloga explica que a neurociência tem mostrado que o desenvolvimento cognitivo de uma pessoa continua até aos 25 anos e que a maturidade emocional e a imagem que cada um faz de si próprio vão sendo alteradas.»

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A importância do "Não!" na Infância

Note-se que o Psicólogo Gordon Neufeld não se refere a pôr as crianças a chorar porque sim. Este Psicólogo faz referência às lágrimas infantis como resultado da imposição de regras e limites inerentes à educação dada pelos Pais.



Público/Revista Life&Style
Porque devem os pais pôr os filhos a chorar?
Por Bárbara Wong


«A ideia de fazer tudo para que os filhos sejam felizes, evitando que chorem, está ultrapassada. A teoria de disciplinar sem que a criança chore está desactualizada, diz Gordon Neufeld, psicólogo clínico canadiano que esteve em Portugal no final da semana.
Nas últimas semanas, o psicólogo clínico fez um périplo por vários países europeus, tendo sido ouvido no Parlamento Europeu, em Bruxelas, sobre “qualidade na infância”.Nas últimas semanas, o psicólogo clínico fez um périplo por vários países europeus, tendo sido ouvido no Parlamento Europeu, em Bruxelas, sobre “qualidade na infância”.
“As crianças precisam da tristeza, da tragédia para crescerem. Precisam de ter as suas lágrimas”, defende. Nos primeiros meses e anos de vida, o “não” dito pelos pais ajuda a disciplinar, em vez de estragar a criança. “Estamos a perder isso na nossa sociedade, não admira que as crianças estejam estragadas com mimos. Afinal, elas são sempre as vencedoras”, continua o investigador que esteve em Lisboa a convite da empresa BeFamily, do Fórum Europeu das Mulheres, da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas e da Associação Portuguesa de Imprensa.
Na conferência sob o lema “Vínculos Fortes, Filhos Felizes”, Neufeld defende que só se atinge o bem-estar através da educação e que esta deve estar a cargo das famílias e não do Estado. E para garantir o bem-estar de qualquer ser humano ou sociedade é necessário preencher seis necessidades.
A primeira é o “aprender a crescer” e para isso há que chorar, é preciso que a criança seja confrontada, que viva conflitos, de maneira a amadurecer, a tornar-se resiliente, a saber viver em sociedade.
A segunda necessidade é a de a criança criar vínculos profundos com os adultos, estabelecer relações fortes. Como é que se faz? “Ganhando o coração dos filhos. É preciso amarmos e eles amarem-nos. Temos de ter o seu coração, mas perdemos essa noção”, lamenta o especialista que conta que, quando lhe entram na consulta pais preocupados com o comportamento violento dos filhos, a primeira pergunta que faz é: “Tem o coração do seu filho?”, uma questão que poucos compreendem, confidencia.
E dá um exemplo: Qual é a principal preocupação dos pais quanto à escola? Não é saber qual a formação do professor ou se este é competente. O que os pais querem saber é se a criança gosta do docente e vice-versa. “E esta relação permite prever o sucesso académico da criança”, sublinha Neufeld, reforçando a importância de “estabelecer ligações”.
E esta ligação deve ser contínua – a terceira necessidade –, de maneira a evitar problemas. Neufeld recorda que o maior medo das crianças é o da separação. Quando estão longe dos pais, as crianças começam a ficar ansiosas e esse sentimento pode crescer com elas, daí a permanente procura de contacto, por exemplo, entre os adolescentes com as mensagens enviadas por telemóvel ou nas redes sociais, muitas vezes, ligando-se a pessoas que nem conhecem, alerta o especialista.
O canadiano recomenda que os pais estabeleçam pontes com os seus filhos. Quando a hora da separação se aproxima, há que assegurar que o reencontro vai acontecer. Antes de sair da escola, dizer “até logo”; à hora de deitar, prometer “vou sonhar contigo”.  
Mas a separação não é só física, há palavras que separam como “tu és a minha morte” ou “tu és a minha vergonha”. Mesmo quando há problemas graves para resolver, a frase “não te preocupes, serei sempre teu pai” ajuda a lembrar que a relação entre pai e filho é mais importante do que o problema. Hold on to your kids é o nome do livro que escreveu e onde defende esta teoria.
A importância de brincarA quarta necessidade a ter em conta para garantir o bem-estar dos filhos é a necessidade de descansar. Cabe aos adultos providenciar o descanso e este passa por os pais serem pessoas seguras e que assegurem a relação com os filhos.
As crianças precisam que os pais assumam a responsabilidade da relação, que mantenham e alimentem a relação, de modo a que elas possam descansar e, nesse período, desenvolver outras competências. Uma criança que está ansiosa pela atenção dos pais não está atenta na escola, por exemplo.
Brincar é a quinta necessidade a suprir. Não há mamífero que não brinque e é nesse contexto que se desenvolve, aponta Neufeld. E brincar não é estar à frente de uma consola ou de um computador; é “movimentar-se livremente num espaço limitado”, não é algo que se aprenda ou que se ensine. E, neste ponto, Neufeld critica o facto de as crianças irem cada vez mais cedo para a escola, o que não promove o desenvolvimento da brincadeira. “Os ecrãs estão a sufocar a brincadeira e as crianças não têm tempo suficiente para brincarem”, nota o psicólogo clínico que, nas últimas semanas, fez um périplo por vários países europeus, tendo sido ouvido no Parlamento Europeu, em Bruxelas sobre “qualidade na infância”.
Por fim, a sexta necessidade é a de ter capacidade de sentir as emoções, de ter um “coração sensível”. “Estamos tão focados em questões de comportamento, de aprendizagem, de educação; em definir o que são traumas; que nos esquecemos do que são os sentimentos. As crianças estão a perder os sentimentos quando dizem ‘não quero saber’, ‘isso não me interessa’, estão a perder os seus corações sensíveis”, diz Neufeld.
Em resumo, é necessário que os pais criem uma forte relação emocional com os filhos, de maneira a que estes sejam saudáveis. Os pais são os primeiros e são insubstituíveis na educação dos filhos e são eles que devem ser responsáveis pelo seu desenvolvimento integral e felicidade. Se assim for, estarão também a contribuir para o bem-estar da sociedade.»

terça-feira, 10 de setembro de 2013

ANO ESCOLAR (2013-2014)

A Bússola D' Ideias procura alunos que pretendam ter boas notas! 


Podem ainda contar com todo o apoio do Núcleo de Bem-Estar (Nube) através das consultas de Psicologia, Terapia da Fala e Nutrição

Bússola D' Ideias deseja a todos os Alunos e Encarregados de Educação, votos de um excelente ano lectivo 2013-2014.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cyberbullying: Uma realidade perigosa e destrutiva

Foi publicado no Jornal Público do dia 23 de Agosto de 2013 um artigo sobre Cyberbullying.





Bússola D'Ideias Centro Pedagógico disponibiliza aulas de Informática, cujos conteúdos versam também sobre os perigos da Internet, assim como a vertente de Psicologia (inserida no NuBE - Núcleo de Bem-Estar)que permitem trabalhar  e explicar os efeitos nefastos deste tipo de situações.

Se gostaria de saber mais sobre o Cyberbullying (como reconhecer, como agir), contacte-nos!



Rua da Nau Catrineta
Lote 3.06.01.F
Parque das Nações Sul
1990-183 Lisboa

Telf. 216007211
Email: geral@bussoladideias.pt
            nube@bussoladideias.pt

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Aos Bombeiros Portugueses e às suas famílias enlutadas

As nossas condolências aos Bombeiros Portugueses e às suas famílias enlutadas pela perda dos seus companheiros/familiares na luta contra os incêndios.




segunda-feira, 5 de agosto de 2013

JORNAL DE NOTÍCIAS: «Saiba onde pode receber ou entregar gratuitamente manuais escolares»


Porque a partilha permite que crianças de famílias carenciadas possam estudar.

 

Saiba onde pode receber ou entregar gratuitamente manuais escolares

«O movimento pela reutilização dos livros escolares "reutilizar.org" já conta atualmente com 152 bancos de partilha gratuita de livros escolares, distribuídos pelos 18 distritos do Continente e Açores, faltando apenas a Madeira.
foto Arquivo/JN
Saiba onde pode receber ou entregar gratuitamente manuais escolares

Entre os bancos mais recentes conta-se o do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano, no Porto, que "vem dar uma importante ajuda aos bancos existentes nomeadamente ao "SMARLE", um banco promovido pela autarquia portuense que funciona no gabinete do munícipe, segundo um comunicado do "reutilizar.org".
O movimento destaca também que foi oficializada a colaboração com a federação dos bancos alimentares que prevê que os livros não reutilizáveis revertam a favor da campanha "Papel por alimentos".
Os locais e horários de funcionamento dos bancos, que estão disponíveis para receber ou entregar livros gratuitamente, podem ser consultados aqui»

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O perigo de deixar crianças fechadas no carro, principalmente no Verão...

Atenção Pais!!!




Este vídeo é uma campanha de prevenção realizada pela Redcastle Productions, que mostra o que pode acontecer a uma criança que fique fechada num carro, nem que seja por 30 minutos.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Portal dos Psicólogos: Rui Manuel Carreteiro - O stress e o exercício físico



O stress e o exercício físico
por Rui Manuel Carreteiro (2003)


Artigo publicado na revista Fitness.

Palavras-chave: Stress, desporto, exercício físico.

Praticamente todos os dias ouvimos falar de Stress e dos seus efeitos negativos na nossa saúde e bem estar. Todos os anos, os médicos prescrevem milhões de antidepressivos, tranquilizantes e hipnóticos que resolvem apenas parte do problema. 

Mas ao contrário do que se pensa, o stress não merece uma visão tão negativa, já que sem ele, provavelmente nem nos conseguiríamos levantar ou realizar as tarefas do nosso dia-a-dia. Todo o bom desportista sabe que na realidade o stress até pode constituir uma fonte de prazer. 

O efeito real e imediato daquilo a que chamamos stress é a activação de todos os recursos disponíveis, o que se revela indispensável em toda uma variedade de circunstâncias desde situações de emergência, de avaliação ou competição. O aumento da ansiedade melhora o desempenho, mas apenas até certo ponto a partir da qual a relação inicialmente positiva passa a negativa, decrescendo o desempenho à medida que a ansiedade aumenta. 

Assim, é perfeitamente normal (e até importante) algum nível de ansiedade durante as provas desportivas, a fim de maximizar o desempenho. O problema surge quando o nível de ansiedade se revela excessivo e logo desadaptativo, prejudicando os resultados. 

Quase todos os acontecimentos são passíveis de provocar stress. Alguns são perfeitamente óbvios – como o desemprego, divórcio, doenças graves... – outros, nem por isso – actividades difíceis de conciliar, imprevistos, frustrações, etc. 

Todos sabemos que o exercício físico melhora a saúde: As estimativas indicam que a boa forma física reduz o risco de morte em 40%. O Exercício físico proporciona sensações de prazer, autocontrole e, quando praticado regularmente pode mesmo ajudar a controlar as dependências. Desta forma praticando exercício físico estamos a apostar na nossa saúde e a contribuir para a prevenção e redução dos níveis do stress

A tensão muscular é um dos sintomas mais frequentes do stress. As postura incorrectas e o estilo de vida geralmente adoptado no dia-a-dia – em que geralmente a única parte do corpo que exercitamos são os dedos, para escrever ao computador – em nada colaboram para melhorar esta situação. 

Contrariamente ao que a maioria das pessoas considera, a relaxação é muito mais do que estar deitado num bom sofá a ouvir música clássica, já que o conceito de relaxamento envolve o afrouxamento da regulação do sistema nervoso. 

Devido à íntima relação entre o corpo e a mente, tensão mental implica tensão muscular e vice-versa, pelo que a relaxação se revela particularmente importante no combate ao stress

Infelizmente, e apesar destas inúmeras vantagens a prática de exercício físico continua a apresentar uma taxa relativamente baixa na nossa sociedade. Entre as razões para este facto, vamos encontrar a alegada falta de tempo e a falta de motivação. 

Tente encontrar uma actividade desportiva que se revele particularmente atraente para si – o local de prática e o apoio dos instrutores revela-se aqui especialmente importante. Se encontrar um local aprazível e puder contar com a companhia de um amigo vai certamente descobrir algum tempo que na realidade ainda lhe restava para a prática de desporto e, é sempre bom lembrar, tempo é dinheiro, mas com a aplicação do seu tempo no desporto está a fazer um investimento altamente rentável na sua saúde. 

Procure a velha máxima da mente sã em corpo são – mens sana in corpore sano – e verá como conseguirá ter uma vida muito mais saudável e harmoniosa.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

LUSA: «Sem boa saúde mental não há recuperação económica, defendem psicólogos»

Neste artigo foca-se, sobretudo, a Psicologia Educacional por ser essa a temática da 35.ª edição da conferência da International School Psychology Association (ISPA).

Qualquer área da Psicologia (seja Educacional, Clínica, Comunitária ou Organizacional) tem particular importância nesta altura, em que, devido à confluência político-económica, o equilíbrio da sociedade e das empresas, assim como o bem-estar das famílias Portuguesas estão a ser tão afectados.

É com a preocupação de chegar ao maior número de famílias que a Bússola D'Ideias, através do Núcleo de Bem-Estar, criou pacotes de serviços mais económicos.

Contacte-nos para mais informações. 


Rua da Nau Catrineta, Lote 3.06.01.F
Parque das Nações Sul
1990-183 Lisboa
Tlf. 216 007 211
Email: nube@bussoladideias.pt



Sem boa saúde mental não há recuperação económica, defendem psicólogos

«O presidente da Associação Internacional de Psicologia Escolar, Jurg Forster, defendeu hoje a importância do papel dos psicólogos escolares e lembrou que "não há recuperação económica sem uma boa saúde mental".

"Em tempos de crise económica e de cortes orçamentais, a necessidade dos serviços de psicologia escolar é questionada por muitos políticos que ainda não perceberam que não há recuperação económica sem uma boa saúde mental", frisou o presidente da International School Psychology Association (ISPA). 

Jurg Forster falava no Porto, na cerimónia de abertura da 35.ª edição da conferência da International School Psychology Association (ISPA), dedicada ao tema da psicologia escolar e da associação entre a criatividade e as necessidades das crianças. 

O presidente da ISPA salientou como "as crianças são o futuro das nossas sociedades", pelo que desenvolver a sua criatividade é um fator chave para a educação". E aí os "psicólogos escolares podem aí ter um papel importante". 

Também o bastonário da Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) defendeu hoje, na conferência, que a psicologia escolar é importante para o desenvolvimento da criatividade nas crianças que assim se tornarão adultos com melhores competências. 

"Está claro na nossa sociedade que muitas das velhas soluções já não funcionam. É crucial desenvolver formas criativas de resolver problemas, permitindo uma maior flexibilidade, recusando modelos únicos, adaptando a realidades diferentes, encontrando soluções locais e promovendo uma maior participação dos cidadãos", afirmou Telmo Marinho Batista. 

Segundo o bastonário, a estimulação da criatividade em crianças pelos psicólogos torna-se relevante por permitir uma maior "diversidade na busca de soluções". 

"As competências sociais são da maior importância durante o crescimento e definição das crianças. As competências comunicacionais, trabalho em grupo, são algumas das áreas em que a psicologia pode contribuir e são decisivas na sua participação enquanto cidadão adulto", explicou. 

O responsável defendeu que "num mundo de recursos limitados" é preciso "demonstrar que a intervenção psicológica faz sentido e é a melhor escolha".»

PÚBLICO: «Metade dos alunos melhorou aproveitamento depois de a escola garantir pequeno-almoço»


Uma medida óptima, no seguimento da medida introduzida pelo Ministro da Educação do XI Governo Constitucional de Portugal, o Professor Roberto Carneiro (a distribuição de pacotinhos de leite nas escolas). Porque, afinal, devido à crise económico-financeira, muitas famílias perderam poder de compra e viram-se atiradas para a pobreza e para a fome. E, com fome, ninguém rendimento, muito menos uma criança.

 

Metade dos alunos melhorou aproveitamento depois de a escola garantir pequeno-almoço

por Andreia Sanches


«Programa Escolar de Reforço Alimentar resulta de várias parcerias com entidades públicas e empresas. E chegou a mais de dez mil alunos. Já foram assinados mais protocolos.
Reforço alimentar permitiu melhorar comportamento e resultados dos alunos (fotografia por João Henrique)

Muitas das crianças sinalizadas como precisando que a escola lhes garantisse o pequeno-almoço melhoraram o seu desempenho a partir do momento em que a primeira refeição do dia passou a estar assegurada. De acordo com os dados apresentados nesta quinta-feira, 50% dos 10.186 alunos abrangidos pelo Programa Escolar de Reforço Alimentar (PERA) viram o seu aproveitamento melhorar.

Em 37% dos casos não houve alteração em termos de aproveitamento escolar. Em 13% das situações o desempenho não melhorou, ainda segundo o balanço feito no Ministério da Educação e Ciência, em Lisboa.

O impacto no comportamento dos alunos abrangidos pelo reforço alimentar também foi medido: 42% revelaram melhorias; em 49% dos casos não houve alteração.

Ainda assim, as taxas de aproveitamento escolar entre os alunos abrangidos pelo PERA são mais baixas do que a média — 21% chumbaram. O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, diz que isto mostra como as "dificuldades sociais" têm impacto no aproveitamento. "Mas temos que lutar contra isso", disse, e o PERA ajuda a "trabalhar nesse sentido". Os últimos dados disponíveis no site do ministério mostram que em 2009/2010 a média nacional de retenção e desistência variou entre 7,6%, no ensino básico, e 18,9%, no secundário.

O projecto PERA foi criado em Setembro, na dependência directa do secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, para responder à "excepcionalidade do momento" que, nas suas palavras, o país atravessava. Havia mais crianças que estavam a ir para as aulas sem tomar o pequeno-almoço, relatavam as escolas.

Com uma duração prevista de dois anos lectivos, o objectivo essencial do PERA é "conciliar a educação alimentar com a necessidade de suprir carências alimentares detectadas em alunos" de escolas públicas.

Quase 400 escolas abrangidas
Neste que foi o primeiro ano de aplicação, o PERA chegou a 387 agrupamentos e escolas não agrupadas de todo o país. E abrange actualmente mais de 10 mil crianças e jovens de diferentes níveis de ensino não superior. Mas "muitos outros já passaram pelo PERA, tendo entretanto as suas famílias sido sinalizadas para o Instituto da Segurança Social, que as referenciaram para que pudessem receber apoio de instituições de solidariedade social e/ou os apoios sociais aos quais têm direito e para que o pequeno-almoço passasse a ser tomado em casa", segundo o comunicado do ministério.


"O Ministério da Solidariedade e Segurança Social apoiou o programa também através da utilização das cantinas sociais pelos alunos durante os períodos de interrupção da actividade lectiva."

Na base do PERA estão parcerias várias entre o Ministério da Educação e empresas de comercialização e produção de géneros alimentares, bancos alimentares contra a fome e instituições particulares de solidariedade social. O PERA não tem custos para o ministério.

Um outro protocolo assinado com a Associação Nacional de Municípios Portugueses permitiu garantir o transporte dos produtos para as escolas. E estas últimas, por sua vez, fizeram parcerias com as redes locais de acção social.

No final da apresentação do balanço, foram assinados protocolos com dez empresas do ramo alimentar (Jumbo, Sumol+Compal, Danone, Jerónimo Martins, Lactogal, Nestlé, Sonae, Dia, Lidl e E.Leclerc), uma empresa de transportes (Luis Simões, SA), empresas de outros ramos que quiseram apoiar o projecto através do pagamento de pequenos-almoços servidos nas escolas (Grupo Portucel Soporcel, Colomer Portugal e BP) e o Lions Club.

Nuno Crato agradeceu a colaboração dos que têm apoiado com alimentos e vão continuar, sobretudo numa altura "em que muitas empresas portuguesas não estão a viver os seus dias mais felizes".»

quinta-feira, 18 de julho de 2013

JORNAL DE NOTÍCIAS: «Instabilidade na escola pública gera más notas»


Jornal de Notícias

Instabilidade na escola pública gera más notas

por Leonor Paiva Watson
Instabilidade na escola pública gera más notas

«A instabilidade vivida nas escolas, o elevado número de alunos por turma e os próprios critérios de correção dos exames nacionais são as razões apontadas por especialistas para o descalabro das notas.
Ou são negativas ou são positivas baixinhas. As notas dos exames nacionais, seja qual for o ano ou a disciplina, dão o que pensar (ver a tabela ao lado). As causas - apontam aqueles que estão no terreno com os alunos - são pontuais e estruturais.
Jorge Ascenção, da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), diz que, para começar, "os critérios de correção das provas são apertados e que muitas vezes se invalidam respostas que estão certas por causa de pormenores". 

Concretamente, "houve um exame em que se perguntava o modo e o tempo de um determinado verbo. Todos os alunos que responderam que estava no presente do indicativo estavam certos mas viram as suas respostas serem cortadas, porque deveriam ter escrito que o verbo estava no indicativo e no presente, ou seja, ao contrário", exemplificou. Para o presidente da Confap, "isto é ridículo e não serve para avaliar conhecimentos. Não serve, aliás, para nada".

Adalmiro Fonseca, presidente da Associação Nacional de Diretores dos Agrupamentos das Escolas Públicas (ANDAEP), corrobora esta versão e conta que "os professores estão devastados, porque são obrigados a invalidar respostas certas". Aquele responsável avisa que "é preciso bom senso".

Falta de estabilidade
As associações avançam ainda com outras razões, como, por exemplo, a falta de estabilidade vivida nas escolas. Jaime Carvalho e Silva, da Associação de Professores de Matemática (APM), afirma que, "neste momento, os professores ainda não têm os manuais de acordo com os novos programas (para o básico), sendo que não podem preparar as suas aulas".

"Isto para não falar do facto de haver muitos docentes que a esta altura nem sequer sabem para onde vão lecionar e que anos vão lecionar". Para Jaime Carvalho e Silva, "é preciso investir-se na medida do que se exige".

Já Edviges Antunes, presidente dos Professores de Português (APP), aproveita a oportunidade para alertar para "o elevado número de alunos por turma" e esclarecer que "é incomportável para um professor ter 30 alunos numa sala, porque não vai dar a atenção que deveria a cada um". A líder da APP refere ainda o dilema em que vivem os professores que "ora cumprem o programa, ora cumprem as metas".

Paulo Guinote, autor do blogue "A Educação do meu umbigo", recorda também que "todos os anos há alterações, seja de programas, de metas, ou de aspetos da elaboração dos exames". Defende o docente que "tudo isto gera instabilidade para os docentes e para os alunos".»

quinta-feira, 11 de julho de 2013

NuBE - Núcleo de Bem-Estar

Já conhece o NuBE - Núcleo de Bem-Estar, da Bússola D'Ideias?



Visite-nos!!!

Bússola D'Ideias e o Calendário Escolar 2013/2014


Pais!


Conhecem o calendário escolar para o próximo ano lectivo, já publicado no site da DRELVT - Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo?



Façam já o planeamento do apoio escolar (Estudo Acompanhado, Explicações, Salas de Estudo) com a Bússola D'Ideias!!! 

E venham também conhecer o NuBE - Núcleo de Bem-Estar, onde as nossas diversas valências (Psicologia, Nutrição, Terapia da Fala, Musicoterapia) permitirão optimizar os métodos de estudo dos vossos filhos!

Estamos cá para ajudar!!! Contactem-nos para mais informações!!!

Bússola D'Ideias Centro Pedagógico

Rua da Nau Catrineta, Lote 3.06.01.F
1990-183 Lisboa
(+351) 216 007 211
geral@bussoladideias.pt

PÚBLICO: «Dona de creche ilegal em Lisboa acusada de maus tratos contra crianças»

A meu ver, é mais grave o facto de esta senhora agredir as crianças e não promover o seu bem-estar geral, do que o facto de ser uma creche ilegal. 

A violência nunca é algo de positivo. Muito menos quando é contra crianças, pela sua particular vulnerabilidade.

Que consequências poderão advir, para estas crianças, deste tipo de vivências?


Dona de creche ilegal em Lisboa acusada de maus tratos contra crianças

por Tiago Luz Pedro
«Caso tornado público há dois anos pela SIC segue agora para julgamento.
No apartamento eram acolhidas 17 crianças sem condições para tal (Enric Vives-Rubi)
O Ministério Público acusou de maus tratos contra crianças uma mulher que explorava uma creche ilegal na Av. Miguel Bombarda, em Lisboa, um caso tornado público há dois anos e que ganhou forte impacto mediático devido às imagens exibidas na altura numa reportagem emitida pela SIC.

À arguida, em que cujo apartamento era acolhidos 17 menores sem que fossem respeitadas as regras de segurança e higiene próprias de uma creche, é imputada a prática de dois crimes de maus tratos contra crianças. Logo que o caso foi conhecido, o apartamento foi mandado encerrar pelos serviços da Segurança Social.

O artigo 152.º do Código Penal estabelece que quem infligir maus tratos físicos ou psíquicos contra menores pode ser punido com pena de prisão entre dois e cinco anos. Este limite sobe até aos oito anos de prisão nos casos de ofensa à integridade física grave.

Segundo uma nota divulgada nesta sexta-feira na página de Internet da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa, em duas situações distintas, ocorridas em Maio e Junho de 2011, a arguida “agrediu uma das crianças que acolhia, com dois anos de idade, com várias bofetadas no rosto e puxou-lhe um braço”. Noutra ocasião, acrescenta a mesma nota, “desferiu várias palmadas nas pernas e carolos na cabeça com o punho fechado numa outra criança à sua guarda”, também com dois anos de idade.

“A arguida aproveitou-se da ausência dos pais” e “agrediu as crianças com indiferença pela sua especial vulnerabilidade, causando-lhes sofrimento físico e psíquico”, concluiu o Ministério Público na investigação agora finalizada.

Por provar ficaram as suspeitas de que a mulher administrava aos menores “substâncias indutoras de apatia”, tendo o Ministério Público arquivado esta parte dos autos.»

terça-feira, 9 de julho de 2013

EXPRESSO: «Especialista alerta: Crianças estão a ser mal educadas»

Nunca é demais recordar a importância das regras e dos limites!


Especialista alerta: Crianças estão a ser mal educadas
por Raquel Moleiro

«A Psicoterapeuta infantil Asha Phillips diz que a incapacidade dos pais modernos de contrariarem os filhos está a criar uma geração de tiranos. No seu livro "Um Bom Pai Diz Não" explica como impor-lhes limites. Desde o berço.

A Maria tem três anos e adora a palavra "não". Gosta de dizê-la - com dedinho indicador a abanar e cabeça a acompanhar o compasso - em relação à sesta da tarde, à arrumação dos brinquedos, à hora de ir dormir, à escuridão do quarto, aos sapatos que não são ténis, à roupa que não tem a "Hello Kitty", à comida que não é massa, ao brinquedo que não seja plasticina, ao canal de televisão que não seja o Panda, ao DVD que não tenha o Ruca, à rua onde não exista um parque. A resposta pronta e negativa só muda para sim, se a mãe disser não. Porque na boca da mamã a palavra perde a graça, limita-lhe as vontades ilimitadas, traça fronteiras entre o possível que ela não quer e o impossível que deseja, gere-lhe o comportamento infantil. "Impor barreiras dói, negar algo custa, mas é uma forma de amar. É uma prenda que se dá aos filhos e que lhes assegura uma entrada firme no mundo real", explicou ao Expresso a psicoterapeuta infantil Asha Phillips, autora de "Um Bom Pai Diz Não", um livro best-seller mundial lançado agora em Portugal.

Confessa a mãe da Maria que dizer não nem é uma tarefa hercúlea, o pior mesmo é mantê-lo. Porque a seguir às três letrinhas vem logo a tristeza chantageante da petiz, ou a insistência repetida à exaustão que leva ao limite a paciência de qualquer adulto, ou a vergonha que sobe vermelha ao rosto materno quando a birra se esparrama no chão do supermercado. "Os pais modernos têm muita dificuldade em dizer não aos filhos e essa permissividade tem consequências terríveis. Estão a criar pequenos tiranos, que não sabem reagir a adversidades porque nunca foram contrariados. Ou então criam crianças medricas, absolutamente dependentes, que não sabem fazer nada sozinhas."

Já a imaginar a Maria no seu pedestal de ditadora, ou com 40 anos e grudada que nem lapa à casa dos pais, a mãe vai procurar socorro e soluções no livro de Asha. O título é duplamente apelativo (ainda que faça torcer o nariz quanto à tirada lógica de que é mau pai aquele que diz sim). Não há pai que não deseje ser perfeito e ponho as duas mãozinhas no lume se algum tem certezas absolutas sobre os limites que deve impor aos filhos para atingir essa plenitude parental. Pode dormir de luz acesa? E na cama dos pais? Quantas horas de televisão? Pode escolher o que vai comer? E o que vai vestir? O que fazer perante uma birra? Quando se pode dizer sim? E quando se deve começar a dizer não? E quando é tarde de mais para começar a traçar limites?
A psicoterapeuta britânica conhece cada uma das dúvidas de cor, ri-se sempre quando se sente como o manual de instruções onde os pais querem encontrar soluções concretas. "Não há uma resposta única nem o meu livro é de receitas", diz com um sorriso aberto. Mas reconhece-se nestas dúvidas. Ela também é mãe, de duas raparigas agora já adultas, e foi a sua enorme dificuldade em contrariá-las que a levou a procurar literatura de ajuda. Como não encontrou, escreveu ela o livro - a primeira edição é de 1999 -, dividido por conselhos para bebés, crianças dos dois aos cinco anos, os anos da escola primária e os adolescentes.

"Os limites devem começar a ser colocados quando ainda andam ao colo. É geralmente nessa altura que dizemos pela primeira vez sim quando devíamos ter dito não". Para Asha, os erros cometidos pelos pais nesta fase prendem-se com a ansiedade de tudo quererem fazer e sempre bem. Ao mínimo ruído do bebé, a mãe entra no quarto. Mal abre os olhos pega-lhe. Mal ouve um choro dá-lhe de comer. A chucha cai e a mãe apanha. O bebé quer colo e a mãe dá. "Os pais querem o seu bebé sempre a sorrir, fazem-lhe todas as vontades, dizem que sim a tudo e ele consegue tudo sem esforço. Nem lhe dão a possibilidade de descobrir o que consegue fazer sozinho".

O medo dos pais de errar é grande, mas em vez de transmitirem segurança asfixiam o desenvolvimento da sua independência e criam crianças infelizes e inadaptadas. "Às vezes acertamos, outra não. É normal. Não existem pais ou mães perfeitos, não se espera que acertemos sempre. Aliás, o encaixe perfeito - uma mãe que poupa o filho a todo e qualquer tipo de irritação - não é benéfico. A recuperação de um desencontro promove o desenvolvimento, e é certo que serão sempre mais as vezes em que as necessidades do bebé são satisfeitas do que o inverso."

Dizer não a um bebé é não ir a correr para o quarto quando ele choraminga, é deixá-lo encontrar a chucha sozinho, é permitir que ele descubra uma fonte de conforto alternativa à mãe ou ao pai (o polegar, por exemplo). Dizer não é não deixar a luz do quarto acesa ou não mergulhar a casa num silêncio sepulcral, para que o bebé cresça no mundo real. "Nesta fase, o estabelecimento de limites surge não tanto como uma restrição mas mais como uma porta aberta à criatividade".

No segundo capítulo do manual, Asha Phillips fala das crianças dos dois aos cinco anos, que vivem tudo com paixão e emoções extremadas. "É o período mais desafiante. Acham que podem fazer tudo. Conseguem andar, falar e odeiam ser tratados como bebés", explica a psicoterapeuta. A mãe de Maria parece que está a ler uma descrição da filha "Eu já sou grande" (dita em bicos de pés). "Eu faço", "Eu consigo" são as frases mais repetidas pela menina de três anos. "Por um lado isso é maravilhoso e deve ser encorajado, mas os pais também têm de lhes lembrar que não podem fazer tudo, de uma forma que não esmague o seu empreendorismo, a sua paixão pela descoberta", explica Asha. Os principais limites devem ser impostos por estes anos. Com firmeza e consistência. De nada vale uma nega pouco convicta; a criança reverte-a em três tempos. E um sim excepcional nunca mais voltará a ser aceite como não. 

Na vida normal de uma casa onde existe uma criança pequena, impulsiva, activa, exigente, curiosa, o não pode muito bem passar a ser a palavra mais usada - na casa da Maria é, garantidamente. Mas o adulto que a diz tem de acreditar que está a fazer o que está certo. "Se as respostas ao seu comportamento forem consistentes, a criança adquire uma boa ideia do que é permitido e do que é proibido, do que é seguro e perigoso."

Quando a criança rejeita relutantemente o não, Asha Phillips recomenda o recurso ao castigo ou mesmo uma "leve palmada ocasional" para deter uma escalada de conflito. "Não é o castigo em si que importa, mas aquilo que o seu comportamento transmite. Não é preciso uma marreta para partir uma noz". O excesso de autoridade tem, em geral, o efeito oposto ao desejado. O mesmo é verdade em relação a perder a calma, humilhar a criança e entrar numa batalha de vontades. "Mas se alguma vez um pai perder a cabeça e disser ou fizer algo de que se arrepende, não é o fim do mundo. Isso pode ajudar a criança a perceber que o pai ou a mãe também são humanos." A mãe, humana, de Maria suspira de alívio. Asha Phillips absolveu-a.

Mais importante do que dizer não, é mantê-lo

Alberto Frias
Asha Phillips explicou ao Expresso como a sociedade actual, de mães trabalhadoras, sem nenhum tempo e com muito sentimento de culpa, e o aumento das famílias monoparentais, estão a estimular a permissividade parental.

Porque é tão difícil dizer não?
Ao negarmos algo, ao contrariarmos uma vontade, somos impopulares e geramos conflitos. E fugimos disso. É uma herança do pós-guerra. As pessoas passaram a achar que tudo o que era rígido era fascista. Nós, os pais que viveram o flower power, tornámo-nos tão contra tudo isso que começámos a fazer o oposto. O legado negativo dos anos 60 foi deseducar. Essa geração educou outra que cresceu desamparada, com demasiada liberdade.

A estrutura actual de família, com pai e mãe a trabalhar, ou mesmo monoparental, não facilita a tarefa.
Há uma enorme culpa, por parte das mães que trabalham, e que sentem que não se dedicam a tempo inteiro aos filhos. O facto de terem de os deixar faz com que pensem não estar a cumprir bem o seu papel. E como a maioria das mulheres ainda tem a exclusividade das tarefas domésticas mal chega a casa...

E diz-se sim para compensar os filhos e para amainar a culpa...
Não queremos discussões porque tivemos saudades deles o dia todo, queremos que nos achem amorosas. E por isso não dizemos "Chega de televisão" ou "Está na hora de ir para a cama".

Quando é que é demasiado tarde para se começar a ditar limites?
Nunca. Só que quanto mais tarde mais difícil. O ideal é começar quando os filhos são bebés. Chegar à idade escolar sem regras, por exemplo, pode ser muito complicado. A forma como os miúdos reagem ao "não" tem um enorme impacto na sua capacidade de se adaptarem, fazerem amigos e aprenderem na escola. Tentar impor regras a um adolescente que nunca as teve é quase uma impossibilidade.

Há erros práticos que se devem evitar?
O maior é os pais quererem ser perfeitos. Por exemplo, com os bebés: custa-lhes ouvi-los chorar e por isso correm até eles ao mínimo ruído. Mas várias investigações recentes deixam-me descansada como mãe: concluíram que é bom não acertar sempre, que o ajuste perfeito não é benéfico. O que é bom para o desenvolvimento é existirem acertos, erros e reparos. E isso é que é a vida real.

Todos os pais querem ser perfeitos.
Mas isso é o que interessa aos pais. Não o que interessa ao filho.

Os filhos podem tomar decisões?
Claro que deixá-los decidir, de vez em quando, dá-lhes independência, iniciativa, criatividade. É maravilhoso ver o seu entusiasmo e energia. Mas não é benéfico dar-lhes demasiada escolha, porque depois torna-se uma responsabilidade deles e isso é de mais quando se é criança. 

Podem, por exemplo, opinar sobre o que vão comer?
Ui. Não sei como é em Portugal, mas em Inglaterra a hora da refeição tornou-se terrível. Imagine-se que se tem três crianças, e uma quer comer massa, outra carne e a outra é vegetariana, e a mãe cozinha três refeições diferentes. Isso é de loucos. Deve-se dizer: "Esta é a refeição hoje, eu sou tua mãe e sei o que é bom para ti e por isso é isto que vamos comer." Se não quer, paciência. Porque se a nossa criança quer massa todos os dias e nós satisfazemos esse capricho, então quando vamos comer a casa de amigos ou na escola eles não vão querer comer porque não é massa. E aí a mãe tem um grande problema. É tudo uma questão de flexibilidade e de os pais fazerem o seu filho sentir que ele se consegue adaptar às coisas do mundo e que não é sempre o mundo que se adapta a ele. 

E dormir na cama dos pais, é proibido?
Não há um não ou um sim claro. Se a criança dorme bem, se os pais dormem bem não há problema. Mas se isso é feito mais pelos pais do que pelas crianças, se é o pai que precisa de conforto, então está errado.

E o que fazer durante as birras no supermercado, com as crianças que esperneiam no chão?
Mais uma vez, não há uma regra mágica. Se acha que já está há demasiado tempo no shopping e que a criança está cansada, então a culpa é dos pais e é altura de ir para casa. Se, por outro lado, passam o tempo todo "eu quero, eu quero", é muito importante não ceder. E se a criança se atira para o chão, que isso não afecte os pais porque é quando nos preocupamos com o que os outros comentam que se tomam decisões erradas. Podemos deixá-la espernear por 5 ou 10 minutos, esperar que acabe e continuar o que se estava a fazer. Regras dão-lhes estrutura, um objectivo e, depois, o sentimento de vitória quando o alcançarem.

Mas como podem os pais saber quando devem dizer sim ou dizer não?
É muito difícil. O livro não encerra nenhuma fórmula secreta, porque ela simplesmente não existe. É importante não dizer sempre não, porque seria ridículo, temos que escolher os nossos 'nãos' com muito cuidado, os verdadeiramente importantes. E quando os escolhemos temos que os segurar, não ceder. O que realmente não é bom para as crianças é dizer não, não, não e depois dizer sim. Porque assim nunca saberão quais são os limites. E uma criança usará os nossos argumentos, a nossa linguagem, e vai lembrar-se sempre daquela vez em que dissemos sim - "Se naquele dia deixaste porque não deixas hoje?" São muito lógicos e encostam-nos a um canto com os seus argumentos.

Há alguma altura do dia mais propícia para a transmissão dessas regras?
Se está a tentar impor limites comece nas alturas fáceis do dia - nunca de manhã quando se corre para a escola e para o emprego.

Asha Phillips, psicoterapeuta infantil, 55 anos, escreveu a primeira versão do livro em 1999. Um caso perdido na arte de dizer não às duas filhas, procurou livros que a ajudassem. Como não encontrou, escreveu ela a obra, com base nos casos que tratou na Tavistock Clinic. "Acredite se quiser: ainda hoje o consulto". Viveu os anos 60 em paris - encontra aí a fonte da sua permissividade - e parte da vida na índia.
Actualmente, exerce a nível particular, atendendo crianças, famílias e casais, em Londres. Na semana passada esteve em Lisboa para apresentar a versão portuguesa de "Saying No". A tradução "Um Bom Pai Diz Não" (Editora Lua de Papel) não a satisfaz plenamente - "encerra um certo juízo de valor" -, mas adora o acrescento no canto inferior direito da capa: "impor limites é uma forma de amar".

Texto publicado na edição do Expresso de 25 de Julho de 200

quinta-feira, 4 de julho de 2013

JORNAL DE NOTÍCIAS: «Uma Barbie inspirada na mulher real»

Ponto de vista interessante, que aborda a influência da boneca Barbie (Mattel) na imagem corporal de crianças e adolescentes (sexo feminino, essencialmente).


Uma Barbie inspirada na mulher real

foto DR
Uma Barbie inspirada na mulher real

 
Um designer norte-americano criou um protótipo em 3D de uma Barbie muito menos magra e mais curvilínea que vai "ao encontro ao corpo médio de uma mulher". 

Nickolay Lamm, do MyDeals.com, criou o protótipo de uma boneca com proporções mais reais do que as da Barbie, atualmente muito criticada por ter um tipo de corpo dificilmente alcançável. 

O protótipo de Lamm apresenta uma boneca mais baixa do que a atual, com pernas menos compridas, mais curvilínea e menos magra.
 
foto DR
Uma Barbie inspirada na mulher real

 
O criativo usou as medidas padrão dos Centers for Disease Control and Prevention, de uma rapariga de dezanove anos norte-americana, para criar um modelo em 3D que se assemelhasse à boneca mais vendida em todo mundo.

Nickolas fotografou depois o modelo 3D junto da Barbie que é usualmente vendida, trabalhando-o depois, digitalmente, para que se assemelhasse a uma boneca real. 

"Se criticamos a magreza das modelos, devíamos pelo menos estar abertos à possibilidade de que a Barbie pode também influenciar negativamente as crianças", explicou o criativo por e-mail à publicação norte-americana "The Huffington Post".

"Em todo o caso, uma Barbie proporcional à realidade também é igualmente atrativa", acrescentou Nickolay Lamm.

Lamm lançou várias questões à Mattel, empresa que cria a boneca Barbie. "Pode a Barbie, da forma como é produzida, influenciar negativamente o comportamento das raparigas? Se a Barbie fica bem no corpo médio de uma mulher norte-americana, o que está a impedir a Mattel de começar a produzir uma?".

terça-feira, 2 de julho de 2013

Ainda sobre Liderança e Patrões

Encontrei diversos artigos interessante, em Psychology Today, que versam sobre as 6 principais razões que levam um funcionário a não gostar do seu patrão e como lidar com ele.

De acordo com o primeiro artigo do Doutor Ronald E. Riggio, estas 6 razões são as seguintes:


  1. Não tratar os funcionários como seres humanos, mas como meios para um fim, negligenciando os seus sentimentos, necessidades e preocupações, acabando por não conhecer os seus funcionários seja a que nível for.
  2. Possuir expectativas irreais. Ou seja, patrões que consideram que os seus funcionários se devem dedicar a 100% aos seus empregos, trabalhar 24h sobre 24h e atingir níveis extraordinários de performance, sem no entanto fazerem o que quer que seja para promover a dedicação dos seus funcionários, ou mostrar apreço (ou compensar apropriadamente) pelos seus esforços.
  3. Ser incapaz de ver as suas próprias limitações. Muitos patrões/chefes hierárquicos são narcisistas. De acordo com este artigo, os chefes «mais odiados» são péssimos modelos a seguir, sendo incapazes de ver as suas próprias limitações e assumirem os seus erros.
  4. Punir primeiro e questiona depois. Estes são considerados os piores patrões, uma vez que se precipitam com acusações, em vez que analisarem calmamente os problemas e resolverem-nos.
  5. Ser um bully. Os patrões bullies seleccionam alvos específicos para punirem de forma cruel, tirando prazer de fazer dos funcionários-alvo exemplos num esforço por manter toda a gente na linha.
  6. Ser desonesto e pouco autêntico. Chefes que mentem, ficam com o crédito do trabalho dos outros, "aldrabam" a contabilidade são sempre desastrosos. No entanto, chefes com "dupla-face" podem ser igualmente maus. Alguns dos chefes «mais odiados» aparentam ser honestos, francos e justos, mas irão trair os seus funcionários à primeira oportunidade.


O mesmo autor apresenta algumas sugestões sobre como lidar com patrões problemáticos. Nomeadamente,
  •  Documentar tudo. Manter um registo diário de cada erro, de cada má decisão, de cada mau comportamento (bullying, abuso, má conduta profissional) cometidos pelo seu patrão.
  • A segurança está nos números. Tenha em conta que o apoio mútuo ajuda a lidar com as situações e a coesão faz a força. Os seus colegas podem ser a sua rede de suporte.
  • Seja directo e persistente. Não se cale nem mostre medo. Recorde ao seu patrão a sua incompetência, irresponsabilidade e maus comportamentos. Mas recorde-se que é provável que o tipo de comportamento do seu patrão vá mudar de um dia para o outro.
  • Prepare-se para represálias. Prepare-se para a possibilidade de vir a ser visto como o "mau da fita" ou mesmo para a possibilidade de ser despedido. Convém ter um Plano B.